domingo, 9 de março de 2008

Histórias misteriosas

"Para cada coisa que acredito saber, dou-me conta de nove que ignoro"
(Provérbio Árabe)

A humanidade está cheia de mistérios, de grandes enigmas, sem explicação, que ao longo dos tempos, alimentam a nossa curiosidade e a nossa sede de saber mais.

Desde miúda que as histórias misteriosas, de fenómenos estranhos me deixavam verdadeiramente fascinada, com vontade de saber mais e mais. Ficava de olhos muito abertos, com os sentidos todos em alerta, cada vez que ouvia o relato de algum acontecimento inexplicável. Lembram-se dos programas de Sir Arthur C. Clarke? Séries como Ficheiros Secretos? Era verdadeiramente viciada… não me importava nada de ficar sozinha até tarde da noite só para não perder pitada. Continuo assim. De cada vez que ouço uma história estranha ou um mistério, um mito, um fenómeno, lá vou eu fazer as minhas investigações. Compro livros sobre o assunto, consulto enciclopédias, procuro sites dedicados a estas matérias enfim, tento perceber o porquê das coisas mas… raramente chego a respostas conclusivas. Às vezes ainda fico mais confusa.

Hoje vou dar início ao relato de algumas histórias sobre pessoas que desapareceram misteriosamente…ao longo da História. Comecemos pela “vila desaparecida”…


Recados e Imagens - Arte - Orkut

Um dos mais bizarros e inexplicáveis desaparecimentos de seres humanos deu-se nas margens do lago Anjikuni, no ano de 1930. Uma vila inteira desapareceu sem deixar vestígios. Até hoje pesquisadores autónomos e oficiais vasculham a região em busca de pistas dos desaparecidos, sem sucesso. As autoridades canadenses ainda estão com o caso em aberto aguardando qualquer informação que ajude a esclarecer o facto. É como se a tribo jamais houvesse existido.

O mistério da tribo que sumiu começa em Novembro de 1930, quando um caçador de peles valiosas de nome Joe Labelle entrou, caminhando pela neve, na familiar vila de barracas que costumava passar. Para espanto de Joe, a vila estava vazia. Completamente deserta.

Exactamente duas semanas antes, o próprio Joe Labelle tinha estado na vila, e ela estava como de costume. Um assentamento de índios, uma vila cheia de vida com crianças correndo e fazendo algazarra. Velhas carregando roupas e homens carregando madeira e conversando nos alpendres.

Mas agora aquela vila estava vazia. Era um silêncio sobrenatural, onde nem os animais eram ouvidos. Apenas o ruído do vento e das janelas de madeira que eventualmente batiam.Sem encontrar ninguém para recebe-lo como de costume, Joe começou a procurar pelo povo. Ele correu até o lago e viu que os caiaques dos esquimós ainda estavam nos sues lugares. Intactos. As casas estavam abertas como de costume e no interior delas os tapetes, rifles e mantimentos estavam guardados. “Os esquimós não saem para caçar todos ao mesmo tempo”, pensou Labelle. Ainda mais sem os rifles.Labelle viu que nas fogueiras do acampamento, a essa altura apagadas, os potes de carne de caribus - um tipo de cervo do Canadá - estavam congelados.Tudo estava em perfeita ordem e não havia sinais de incêndio, enchente ou vendaval que espantasse os esquimós. Tudo estava no lugar certo, com excepção das pessoas. Era como se a comunidade inteira de duas mil pessoas tivesse deixado subitamente as suas casas no meio de um dia normal.Labelle começou a ficar intrigado com aquilo tudo. Ele correu para as cercanias da vila e viu que não havia nenhum rastro de que os moradores tivessem passado por ali. Caçador experiente, Labelle sabia seguir trilhas e rastrear pegadas na neve. Mas as únicas pegadas eram as dele próprio.

Labelle foi tomado por um estranho e mórbido sentimento. O caçador saiu dali directo para o escritório telegráfico do distrito mais próximo e alertou a polícia montada do Canadá.Os soldados ficaram atónitos. Eles nunca tinham ouvido história parecida.Uma expedição foi imediatamente organizada a fim de investigar a vila, sendo também empreendida uma busca ao longo das margens do lago Anjikuni.Não foi possível localizar a tribo perdida e a expedição só serviu para agravar o mistério. Ao chegar no acampamento deserto, os mounties canadenses encontraram duas gélidas provas que insinuavam definitivamente a possibilidade de que houvesse ocorrido um evento sobrenatural. Em primeiro lugar, descobriram que os esquimós não levaram os seus trenós puxados por cachorros. Além disso, as carcaças dos huskies foram encontradas cobertas de neve acumulada pelo vento nas cercanias do acampamento. Eles morreram de inanição. Em segundo lugar, e em alguns aspectos o mais inacreditável, foi a descoberta de que as sepulturas dos ancestrais da tribo haviam sido profanadas e os restos mortais, removidos.Ou seja não apenas os humanos, mas os mortos também foram retirados da tribo. Por quem e por quê, ninguém sabe.Esses dois factos deixaram as autoridades perplexas. Os esquimós não poderiam de maneira alguma ter viajado sem um dos seus meios de transporte típicos, os trenós ou os caiaques. E jamais deixariam os seus fiéis servos caninos morrerem de uma forma tão lenta e dolorosa. Ainda assim, eles partiram, e os cachorros foram deixados?O segundo enigma, as sepulturas abertas, era o bastante para os etnólogos familiarizados com o comportamento da tribo, uma vez que a profanação de tumbas era desconhecida entre os esquimós. Além disso, o solo estava tão congelado que parecia petrificado e seria impossível escavá-lo. Como afirmou um oficial mounty na ocasião: “Esse acontecimento é, de um modo geral, fisicamente improvável.”

Mais de meio século depois, esse veredito ainda é verdadeiro.

5 comentários:

Gonçalo disse...

Oi,atraves de blogs amigos cheguei no seu,quero parabeniza-la por este espaço tao encantador,aproveito p/ a convidar a me visitar,e ofereço meu arward se aceitar. Um bj c/carinho

manuela disse...

Eu também gosto de fenómenos e sempre que posso vejo documentários sobre tudo.
Também vi as séries que fala aqui.
Vi os episódios todos.
Esta história que conta lembra-me, o resgate ou sequestro alienigena...será?
Talvez não estejamos sózinhos por aí.
Mas também pode ser obra de entidades secretas que queriam esconder qualquer coisa.
Todo o cenário é provável ,mas que é estranho isso é.
Gostei da História não me lembro de a ter visto.
Beijinhos

Manuela

Anónimo disse...

nada

ana isabel pereira duarte disse...

Ta muito legal, ostei muito foi das imagens estao mesmo legais.
beijinhos!!!!!!

Ingrid Gomes disse...

gostei bestante da sua historia bastante misterio parabens pelo seu blog esta perfeito.
Eu nao tava nem interessada em ler mais percebir que a historia era interresante tanto é que decide contar a hostoria a meus amigos de sala eles ficaram surpriendidos com o fato parabens
BJKS!!!!!
Ingrid Gomes.