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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Momentos de emoção

Esta semana, estava eu parada numa fila de trânsito, quando de repente a Renascença passa aquela música dos meus 14, 15 anos, que me fazia dançar na sala, cheia de sonhos de adolescente, que me fazia cantar até me doer a garganta e pôr a aparelhagem no máximo até a vizinha do lado vir espreitar à janela!
De repente, as lágrimas saltaram-me dos olhos e a emoção foi tão grande que tive vontade de parar o carro na berma da estrada. Em segundos voei para os meus anos de juventude, para aquela altura magnífica da nossa vida em que achamos que vamos conseguir fazer tudo, viajar pelo mundo, ter uma família, uma carreira, ter muito dinheiro, enfim, somos os donos do mundo e a vida espera-nos, ansiosamente...
Senti-me tão envolvida pela aquela música, que não fui capaz de parar de chorar. Há cada coisa! Se alguém se apercebeu, e pudesse pensar que era por causa do trânsito, fica aqui o registo, era tudo por causa de uma simples música:words don´t come easy, lembram-se? FR David.
Pois bem, toda a gente tem uma música, certo? Pois eu também tenho. Existem outras também muito especiais mas esta é da minha adolescência, está associada aos meus sonhos de menina, aos meus primeiros amores... enfim. Nunca mais a ouvi, nem nunca me lembrei de a procurar no You Tube... até hoje. Depois de ouvir várias vezes o original, cliquei, por acaso, numa versão mais recente. E não é que as lágrimas me vieram aos olhos outra vez?! Oh, valha-me Deus! Vejam lá, vejam e ouçam o "ragazzo". Digam lá se não ficam repentinamente com vontade de chorar...




Então? Não ficaram sem palavras? Pois, imagino. Words don´t come easy, não é verdade?
Ah, não se esqueçam de desligar a música do blog primeiro, antes de ver o vídeo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Porque é já amanhã...

Gifs - Flash - Fotos e Videos Para seu Orkut

Graças a Deus! É impressão minha ou esta semana teve dias a mais?
Terá sido da chuva? Terá sido das horas perdidas no trânsito?
É que nunca mais chega o fim de semana!

domingo, 18 de outubro de 2009

Cocktail de emoções

Há dias em que nos sentimos tristes. Muitas vezes não sabemos bem porquê, outras, sabemos exactamente o que provocou aquela tristeza. Esta semana foi um verdadeiro concktail de emoções, primeiro raiva, depois revolta e por fim uma profunda tristeza. Não é muito habitual em mim, graças a Deus. Acho que é a primeira vez que descrevo que senti tal sentimentos. Mas senti, e de que maneira. E veio tudo por email, embrulhadinho no papel das novas tecnologias!

Primeiro foi aquela notícia das atrocidades da Dinamarca. Nem queria acreditar! Como é possível existir uma tradição destas? Em pleno século XXI, num país moderno, desenvolvido, que faz parte da Comunidade Europeia! Como é que o mundo vê isto e não faz nada?!



Fechei o email a chorar... Estava tão triste e tão revoltada e tão impotente!
Que raio de maneira de se mostrar que se entrou na vida adulta! Matanto golfinhos? Um dos seres mais lindos do mundo, que mais confia no Homem, tão tranquilo, tão doce, tão inocente...

Como será possível? E toda aquela multidão a apreciar serenamente tão horrenda barbárie!

Depois, no dia seguinte, outra notícia horrível sobre a pequena Nicole. Morta às mãos se um suposto médico espanhol em Portalegre.

Das destas coisas ninguém diz nada nas televisões. Nem uma palavra. Não haverá justiça neste mundo? Porque existe gente desta nos hospitais, o primeiro lugar onde deveríamos ser tratados com respeito, com dignidade, com amor!

Depois quase a acabar a semana, chega a notícia do infeliz vídeo da Maitê Proença! Que mais faltava, meu Deus? Há gente que tem que pagar muito nesta vida, não só pelo que faz mas pelo que diz também. Não há responsabilidade nos actos. Segue tudo impunemente...

E não podemos perguntar porque Deus deixa que estas coisas aconteçam!

Souberam da resposta da filha de Billy Graham numa entrevista feita por Jane Chayson no Early Show, um programa da televisão americana? Em resposta à pergunta “Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?” Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia, da qual coloco aqui apenas um excerto:

“Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.
Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.
Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua protecção se nós exigimos que Ele não se envolva mais connosco?

À vista de tantos acontecimentos recentes, ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc…
Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O’hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas…
A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Logo depois o Dr.Benjamin Spock disse que não deveríamos bater nos nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:
“Um perito neste assunto deve saber o que está a dizer”.
E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos…(há diferença entre disciplinar e tocar).
Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantos preservativos, quantos eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.
E nós dissemos: “Está bem!”

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.
Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.
E nós dissemos:
“Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso”.

Agora perguntamo-nos porque os nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado; porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios…

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:
nós colhemos só aquilo que semeamos!!!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:
“Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?”
A resposta dele:
“Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!”



Finalmente a semana acabou, e com tanto, tanto trabalho que tenho tido, à mistura com estas notícias, sentía-me exausta, física e emocionalmente. Ontem de tarde, acompanhei o meu filho à catequese, como faço sempre. Entrei pela porta principal da igreja que começava a encher com crianças e jovens que se preparavam para a missa. Senti, de repente, uma vontade de ficar aqui e assistir à missa, com o meu mais pequeno ao colo.

Bendita decisão! Foi o suficiente para encher de novo a minha alma de esperança e de fé.

Ver aquela igreja cheia de crianças, que de mãos dadas, rezaram o pai nosso em voz alta, foi uma benção para o meu coração!

Se ensinarmos as nossas crianças a rezar, talvez ainda haja esperança para esta Humanidade!