
É oficial, estou de férias! Finalmente! É uma sensação muito boa, sentir que amanhã vou poder ficar na cama até mais tarde, que vou passear, apanhar sol, descansar muito, por as minhas leituras em dia, ir ao cinema, enfim, conseguir fazer algumas coisas que é difícil fazer quando se trabalha 12h por dia... :(
Este ano vamos ficar por terras lusitanas. Passear pelas nossas terras. Conhecer algumas das aldeias históricas de Portugal. Prometo passar por cá para vos ir dando notícias fresquinhas dos lugares visitados, com algumas fotografias e os relatos que já são habituais todos os anos nas férias aqui no Inconfidências.
Amanhã tenho mesmo que fazer qualquer coisa diferente se não o nosso Gonçalo não se cala. Desde que saímos do infantário e lhe disse que estávamos finalmente de férias não se cala um segundo " Então mãe, não vamos? Disseste que íamos de férias!" , daí a pouco, "Então, mãe, ainda estamos em casa! Então não vamos para as férias?". Como é que lhe vou explicar que vamos ficar por casa... de férias...?
Estávamos precisamente a admirar uma dessas estátuas humanas, quando o nosso mais pequeno, num súbido interesse observou com mais atenção. Por alguns minutos fixou os seus olhitos na estátua, depois reparou naquela pequena multidão que em silêncio observava também, não percebendo muito bem a razão de tanta admiração. Afinal era apenas uma estátua.
Primeiro, abriu muito os olhos e depois, morto de medo, começou a chorar e a recuar, como em câmara lenta, sob o riso da multidão, que não conseguiu conter-se. Agarrou-se depois ao meu pescoço e a fungar não parava de choramingar "não, mãe, não, não queo" perante a mão estendida da estátua que queria cumprimentá-lo. Eu queria consolá-lo, beijei-o e afaguei-o mas não conseguia parar de sorrir perante a situação. Claro que depois de alguns minutos, mais calmo, deixou de esconder-se no meu cólo. Da segunda vez que passamos à frente do homem estátua, já não fugiu. Sério, observou novamente, agora com mais curiosidade e até riu quando um outro menino teve uma reacção idêntica quando foi colocar uma moedinha na caixa.


A praia parece tentadora, não acham? Claro que, quando lá chegarmos, deve estar mais ou menos assim:













































