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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Chegamos a Outubro

recados para orkut

Sinto-me triste por andar afastada dos meus blogs mas as "lidas" da vida não têm deixado.
A chegada de um novo ano lectivo traz sempre um trabalho suplementar na rotina diária. São as reuniões na escola, a compra dos livros e do material escolar, reorganizar as agendas semanais, para que as actividades extra curriculares continuem também a fazer parte da vida de todos...
Enfim, com três filhos tudo isto é a triplicar. Cá em casa, é sempre tudo a triplicar! :)
Além disto, este ano, também se registaram algumas mudanças extraordinárias: a ida para a faculdade do filho mais velho e o seu exame de condução, a mudança de escola do filho do meio, só o mais pequenino teve direito a voltar à rotina da "escolinha", com os habituais amiguinhos.

Mas, no meio de tantas decisões e responsabilidades, a alegria de ver os meus "pequenos anjos" a dar passos importantes na sua formação, traz uma satisfação acrescida também. Ver o meu filho mais velho a viver a tradicional praxe académica e a descrever com entusiasmo o seu primeiro dia de aulas, permite-nos vivenciar também esse entusiasmo pela vida nova que se lhe apresenta. E ver o nosso "segundo", tão maduro e responsável, a encarar os novos desafios de uma nova escola, a fazer novos amigos, e a receber todas as novidades com entusiamo também, faz crescer em nós um orgulho maravilhoso e sentimo-nos capazes de fazer tudo por eles!

E, chegamos a Outubro. O mês das vindimas (são precisamente amanhã), o aniversário do João Diogo, e alguns dias de formação em horário pós laboral, o que traz um trabalho suplementar na organização dos materiais pedagógicos e das agendas diárias, mais uma vez. Em vez de passar os fins de semana, na tranquilidade dos lençóis, são horas de trabalho, construindo manuais e apresentações, exercícios e avaliações... :) Mas, tem mesmo que ser. E cá em casa, já todos assumimos o compromisso de ajuda mútua para que consigamos fazer tudo dentro da normalidade.

Estes primeiros dias de Outubro, com a chuva que chegou quase sem avisar, e o friosinho que se começa a sentir, já trouxe também uma nova "lida": arrumar no sótão as roupas de verão e as toalhas de praia e desempacotar os quentinhos edredões, camisolas e blusões.

Para hoje, fiquemos com as pantufas... :)

Bom feriado. Fiquem por aí.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Que rica fruta!

Existe fruta na cesta da vida,
Sem a qual não sei viver,
É doce, fresca, colorida,
É puro nectar, é prazer!

É santo alimento, é sobremesa doce,
É compota, geleia, fantasia...
Gosto de cada, como se única fosse
Enche a minha vida de pura alegria!

Esta fruta é muito diferente,
É gente: respira, vive, sente...
Esta fruta é mais, muito mais,
Filhos: Tão diferentes e tão iguais!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Parabéns, meu filho

O meu anjo do meio fez hoje 10 aninhos. Olho para ele e pergunto-me como foi possível já terem passado 10 anos... parece que foi ontem que dei entrada no hospital, ansiosa e cheia de receios, como todas as mamãs, mesmo que seja pela segunda ou terceira vez. Não interessa, o nascimento de cada filho, é sempre um momento único, incomparável...

Mas lembro-me tão bem do seu rostinho, das suas pequeninas mãos que seguravam com força os meus dedos... dos seus olhos lindos e meigos.


Imagens, Mensagens, Frases e Vídeos - Feliz Aniversário - Orkut

Parabéns, querido Diogo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ao meu filho

Recados Para Orkut - RecadosOnline.com

Há anos que tenho este texto guardado. Não sei quem escreveu e também não me lembro quem me deu. Apenas me lembro que ainda só tinha o meu filho mais velho e que o achei tão bonito, que o escrevi num caderninho e o guardei com muito carinho. Não o voltei a ler e hoje, não sei bem porquê (talvez a reportagem da SIC que me provocou uma enorme emoção) as palavras me vieram à memória e quis partilhar convosco.

"Apenas nesta manhã eu vou sorrir quando vir o teu rosto e rir mesmo sentindo vontade de chorar.
Apenas nesta manhã eu vou deixar-te escolher o que vais vestir e sorrir, dizendo o quanto estás bonito.
Apenas nesta manhã eu vou deixar a roupa para lavar de lado, pegar-te e levar-te ao parque para brincar.
Apenas nesta manhã eu vou deixar a louça por lavar e deixar-te ensinar-me a montar o teu quebra-cabeças.

Apenas nesta tarde eu vou desligar o telefone, manter o computador desligado e sentar-me contigo e soltar bolhas de sabão.
Apenas nesta tarde eu vou comprar um gelado, no moço do carrinho, se ele passar.
Apenas nesta tarde eu vou me preocupar com o que vais ser quando cresceres.
Apenas nesta tarde eu vou deixar-te ajudar-me a assar biscoitos e não vou ficar atrás de ti a tentar consertá-los.
Apenas nesta tarde vamos ao McDonald's comprar Happy meald´s para nós dois, para que possas ganhar dois brinquedos.

Apenas nesta noite vou segurar-te nos meus braços e contar-te a história sobre como nasceste e como eu te amo.
Apenas nesta noite eu vou deixar-te espalhar a água do banho e não ficar nervosa nem reclamar. Apenas nesta noite vou deixar-te ficar acordado até tarde enquanto ficamos sentados na soleira, contando as estrelas.
Apenas nesta noite eu vou me aconchegar ao teu lado por horas e perder os meus programas favoritos na televisão.
Apenas nesta noite enquanto eu passar os meus dedos entre os teus cabelos, enquanto fazes a tua oração, vou simplesmente ser grata a Deus por ter-me dado o maior presente do mundo.

Eu vou pensar nas mães e pais que procuram por seus filhos perdidos, nas mães e pais que visitam a sepultura dos seus filhos ao invés das suas camas, nas mães e pais que estão em hospitais vendo os seus filhos sofrer sem que isso faça sentido e gritando por dentro que não podem suportar mais.
E, quando eu te der um beijo de boa noite, vou-te segurar um pouquinho mais forte, por um pouquinho mais de tempo. E é, então, que eu vou agradecer a Deus por ti e não pedir nada a Ele, excepto... mais um dia."

domingo, 21 de outubro de 2007

No Kids?

Depois de ler mais um artigo da Happy Woman sobre um livro polémico publicado recentemente em França, tive vontade de encontrar algumas razões para contrapôr com as razões apontadas para não ter filhos. Como mãe que sou, de três rapazes, compreendo até algumas das razões que a autora Corinne Maier apresenta para justificar a decisão de não se ter filhos. O mais irónico é que a autora é mãe também, não de um, mas de dois filhos! Leva-me a pensar porque é que teve o segundo, se estava tão convicta das suas opiniões...

A autora diz que se não tivesse filhos, estava a viajar pelo mundo com o dinheiro da venda dos seus livros. Em vez disso, diz ser forçada a estar em casa a servir refeições, a ter que se levantar às sete horas da manhã, a ter que os ajudar com os trabalhos de casa e a pôr roupa a lavar. Tudo isto, em prol de dois filhos que a tratam como uma criada. Diz até que às vezes se arrepende de os ter tido.
O livro apresenta quarenta razões para não se ter filhos e lança um repto às mulheres que ainda não têm filhos e explica porque é que se devem manter longe de fraldas e biberões.

Mas, começemos pela primeira razão apontada: o parto. Aceito que o parto possa ser a experiência mais dolorosa da vida. Aceito e acredito pois, com excepção do meu terceiro filho, os nascimentos dos dois primeiros fizeram-me sofrer horrores e pensei que não sobrevivia! Mas, mesmo depois de tanto tempo, ainda me lembro do momento maravilhoso que foi tê-los nos meus braços pela primeira vez. A emoção foi tão grande e encheu-me tanto o coração que esqueci logo toda a dôr e todo o desespero que vivi durante horas. Foi uma alegria e uma ternura tão profundas que ainda hoje me lembro de cada gesto, de cada olhar. Além disso, tenho ouvido relatos de mães que poucas ou nenhumas dores sentiram e descrevem como tendo sido o momento mais bonito das suas vidas...

Dar de mamar a um filho pode ser também muito doloroso. Concordo que amamentar não é a experiência mais "happy", especialmente quando não corre bem, como foi o meu caso. Ainda me lembro bem do quanto chorei de cada vez que os meus filhos precisavam de mamar. Mas, não é por isso que vou generalizar, pois amamentar é sem dúvida um momento lindo, de profunda complicidade entre mãe e filho. Lembro-me que pouco tempo depois as lágrimas de dor foram substituídas pelas lágrimas de emoção, quando as suas pequeninas mãos apertavam os meus dedos com toda a sua força de bebés.

A autora acusa ainda os filhos de acabar com o nosso divertimento, a nossa identidade, o erotismo na relação, de fomentar a rotina, o consumismo e de pôr fim aos nossos sonhos. Penso que são razões que nascem do tipo de personalidade que se tem, das expectativas e prioridades de cada um. Para mim, divertimento só faz sentido com os meus filhos. Um ano resolvi fazer férias sózinha com o meu marido e juramos nunca mais repetir a experiência. Passamos o tempo todo a pensar neles, a dizer o quanto eles iam adorar ter feito os passeios que fizemos, ver tudo aquilo que vimos, enfim, dois dias depois já queríamos voltar para casa.

Quanto ao fim do erotismo, não acredito que casais com filhos deixem de se divertir e ter uma relação sexual saudável, exige é mais imaginação, requer algum sentido de humor, até algum sentido de sacrifício, às vezes, se bem me percebem...

A autora avança ainda com a ideia de que ter um filho é um produto de luxo, pois é mais caro do que comprar um carro topo de gama ou fazer um cruzeiro à volta do mundo. Minha senhora, se pensarmos nas coisas que compramos completamente inúteis, no dinheiro que perdemos estupidamente em hábitos fúteis e ás vezes até perigosos, acredite que dava para dar algumas voltas ao mundo mas...adiante.

Quanto a afirmações de que ter filhos é deixar de pensar em nós pois passam a ser a nossa principal prioridade e de que os filhos obrigam os pais a procurar incessantemente a felicidade para os seus descendentes, só tenho uma resposta: os meus filhos são a principal razão da minha vida, é por eles que tento sempre fazer e ter mais e melhor e, de facto, a sua felicidade e bem estar são a minha principal prioridade. E, os meus filhos sabem disso, sabem que podem contar sempre comigo, sabem que farei tudo o que estiver ao meu alcance para os proteger, para os ajudar. Por colocar os seus interesses acima dos meus, por colocar a sua felicidade acima da minha, não sou menor, sou maior, sou mãe. Acho que as verdadeiras mães fazem isso. É da sua natureza. No entanto, os meus filhos não me impediram de tirar uma licenciatura, nem uma pós graduação. Nem uso o pretexto de os ter para não fazer aquilo que sonho e aspiro na vida. Nem são impeditivo para ser uma boa profissional e tentar fazer o meu melhor no dia a dia. É mais difícil, claro, exige um esforço redobrado, mas não é impossível!

Também não aceito a sua ideia de que os filhos são crueis, que adoram criticar os pais, humilhá-los em público e cobiçar os brinquedos dos outros. Como filha que também sou, não me vejo nesse papel e aos meus filhos também não, graças a Deus. Mais, pensar que eles nos vão desiludir forçosamente é uma ideia negativa e pessimista!De facto, quem pensa assim, merece mesmo sofrer desilusões. Um filho é uma dádiva, é um tesouro que Deus nos confiou, só poderá ser feliz quem acreditar e viver com isto presente no coração. Não merece ser feliz, quem perante um filho, não vê a benção que lhe foi concedida!


terça-feira, 4 de setembro de 2007

Para todas as mães

Ontem começou mais um ano na vida escolar do Gonçalo. Depois de mais de um mês de férias, voltou à sua escolinha, agora numa sala diferente. Tem coleguinhas novos, são mais sete meninos e meninas que vão passar a viver o seu dia-a-dia lado a lado, aprender coisas novas em conjunto, chorar e rir juntos e dividir muitas brincadeiras. No seu primeiro dia, o Gonçalo portou-se muito bem, riu para toda a gente, brincou muito, festejou o reencontro com os seus velhos amiguinhos do berçário, explorou todos os cantinhos da nova sala, enfim, foi um recomeço muito bom!




Só não percebeu porque choravam tanto os novos coleguinhas... Não percebeu porque é que as mamãs deles iam embora também a chorar... Não percebeu porque é que eles não queriam brincar e porque chamavam tantas vezes a mamã... Ele também tinha saudades da mamã, do papá e dos manos, mas no final da tarde, já estariam todos juntos outra vez e agora era tempo de brincar com os meninos da sala, explorar os brinquedos novos e fazer coisas divertidas, como pintar as mãos de azul, comer as folhas das revistas e esconder as chupetas dentro das caixas coloridas!

Claro que o Gonçalo não sabe, é muito pequenino para compreender e além disso desde muito cedo que aquela sala de bébés é a sua segunda casa. A Marlene, a Cândida, a Patrícia, a Paula, a Rosa, a Zé, são as "tias" em quem ele sempre confiou, com quem ele sempre brincou e conhece desde quando era mesmo um "bebezinho"...

Mas, a mãe do Gonçalo compreendeu aquelas lágrimas e percebeu aquela mãe que chorava baixinho à porta, para que o filho não a visse e não chorasse ainda mais.

A mãe do Gonçalo sentiu também o seu coração apertado e o nó na garganta. Não conseguiu também esconder aquela lágrima teimosa que insistia em sair pelo canto do olho.

Só as mães que vivem esse momento, de olhar para trás e ver o seu filho debulhar-se em lágrimas enquanto se afastam, percebem o quanto esse momento é doloroso e o quanto pode significar nas suas vidas.

A todas as mães que ontem viveram essa experiência pela primeira vez na vida e a todas aquelas que já conseguem engolir as lágrimas, quero aqui fazer uma pequena homenagem.

Dedicar-lhes esta história, que recebi um dia destes por email e que de facto, diz muito do que é ser mãe. Esta é a história de uma mãe em full-time, aquelas que têm a felicidade de puder estar o dia todo com os seus filhos e que muitas vezes não lhes reconhecem o seu devido valor.

Para todas as mães, aquelas que têm empregos e aquelas que não os têm, aqui fica o meu tributo. Para todos as mães, que agora cuidam dos seus netos, para as mães que cuidam, que protegem, que educam os filhotes das outras mães, a todas elas: bem hajam!

"Uma mulher foi renovar a sua carta de condução. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar. "O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.

"Claro que tenho um trabalho", exclamou. "Sou mãe".
"Nós não consideramos "mãe" um trabalho. Vou colocar"Dona de casa", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei numa situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona da situação, perguntou:Qual é a sua ocupação?

Não sei o que me fez dizer isto, mas as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:

"Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.

Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

"Posso perguntar" - disse-me ela com novo interesse - "o que faz exatamente?"

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:

"Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipa (a minha família), e já recebi quatro projetos ( todas meninas).

Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda??), o grau de exigência é de cerca de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas!).

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, levantou-se e, pessoalmente abriu-me a porta.
Quando cheguei a casa, fui recebida pela minha equipa: uma menina com 13 anos, outra com 7 e outra com 3 anos. Do andar de cima, pude ouvir a minha nova experiência (um bebê de seis meses), a testar uma nova tonalidade de voz.

Senti-me triunfante! Maternidade... que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas: "Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas".

As bisavós: "Doutora- Executiva- Sênior".

E as tias: "Doutora - Assistente".

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras.

Doutoras na Arte de fazer a vida melhor !!!"

sábado, 1 de setembro de 2007

Hoje faço anos

Hoje faço anos e sínto-me muito bem. Já estou pertinho dos 40 mas hoje sínto-me criança...

Hoje só quero pensar em coisas boas, coisas que me dão prazer e me fazem sentir feliz:

- O sorriso sincero dos meus filhos,

- O abraço apertado de quem me ama,

- Ter uma mãe para acarinhar os meus cabelos,

- Um banho quente, de espuma, num dia muito frio,

- Ouvir a minha música na rádio, numa fila de trânsito,

- A praia depois do Verão passar,

- Ter alguém que me diz que sou linda,quando me sinto um patinho feio,

- Acordar e descobrir que ainda posso dormir mais dez minutos,

- Fazer férias com os amigos,

- Fazer um jantar especial para amigos especiais,

- Ver a expressão dos meus filhos quando recebem um presente que não estavám à espera,

- Encontrar um amigo que não vejo há 20 anos que me diz que os anos não passaram por mim,

- Ver o nascer do sol numa manhã de Primavera,

- Ver o pôr do sol numa tarde de Verão,

- Ouvir a primeira vez a palavra "mãe",

- O cheiro da terra molhada quando chegam as chuvas.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

As duas luas de Agosto


De tanto que já se escreveu hoje sobre o suposto ´"fenómeno" das duas luas de Agosto, Marte deve estar mesmo orgulhoso!! De facto, Marte deve estar a ser a palavra mais procurada no mundo da net e a mais escrita da blogosfera...


É interessante como estes "fenómenos" correm o mundo em minutos! E tudo porque alguém se lembrou de escrever que hoje à noite serão vistas duas luas no céu, tudo porque o planeta vermelho vai estar "só" a não sei quantos milhões de quilómetros da Terra! Já li hoje, a 20 milhões de quilómetros para uns e a 88 milhões de quilómetros da terra para outros! E pelo que parece, é a primeira vez em 73 mil anos! ou 66 mil anos! ou em ...


Amanhã de manhã, muitos vão acordar com dores de pescoço, isso é certo! Porque embora saibam que Marte não deixa de ser um ponto brilhante no céu, há sempre a esperança de ver um pouco mais. E depois a notícia até começou em inglês, o que dá logo um ar de veracidade...


Gostei muito da explicação de Alberto Pereira, membro da Provedoria do Leitor, do "Setúbal na Rede": " Se esta mensagem fosse verdadeira seria um acontecimento científico e social quase equivalente a um grupo de extraterrestres aterrarem no meio do estádio da Luz durante o intervalo de um Benfica - Sporting. Mas como foi possível que nunca antes, nas nossas vidas e na literatura científica, nada sobre este fenómeno tão grandioso tenha sido registado? A resposta é simples. Trata-se de um boato sem qualquer fundamento e absolutamente falso. No dia 27 de Agosto a Lua e Marte terão os seus aspectos habituais tal como têm tido há milhões de anos.
...
Mas, para mim, o que interessa, é que hoje, com Marte ou sem Marte, voltei ao trabalho depois de umas merecidas quatro semanas de férias! E hoje à noite, vou de certeza, olhar o céu estrelado, não à procura de Marte, mas a pedir à primeira estrela cadente que cruzar os céus que vigie os meus filhos, que não estarão comigo esta semana e a pedir a Deus que me ajude a suportar a saudade até ao próximo fim de semana!