quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Até um dia, amigo

Ontem foi um dia triste. Disse adeus a um colega e amigo. Não foi um "até logo", não foi um "adeus, até qualquer dia", foi um adeus para sempre, sem volta. E tenho sentimentos contraditórios dentro de mim. Por um lado, tenho fé que seja um adeus, até um dia, pois acredito que nos voltemos a ver, num tempo sem tempo, e nesse tempo não haverá dor, doença, tristeza. Mas, por outro lado, sinto um vazio e uma tristeza profunda que leva a perguntar porquê? Porque chamou Deus um homem ainda com tanto para viver? Porquê que numa era em que o Homem pode quase tudo e é capaz de tanta coisa, se continua a morrer à mercê de uma doença tão estúpida, que tanto faz sofrer, que nos apanha, assim de repente, furtivamente, sem piedade.
Quero acreditar que estará melhor agora, sem dor, sem revolta, sem angústia, sem saudade... de quem deixou para trás, do que podia ter vivido e, não viveu...

Até um dia, amigo.

1 comentário:

manuela disse...

Claro que estará sempre consigo, ele estará a vê-la sempre.
A morte não é o fim, pelo contrário é o princípio de tudo.
Aqui só andamos a testar o nosso espírito, depois seremos eternos.
Conforme os actos que fizermos assim será a nossa vida depois.

Pense que isto não será um adeus, um até breve talvez.

Beijinho

Manuela